Educação em Gurupi e Coronavírus: Ampliação do uso da tecnologia como aliada do aprendizado

Educação em Gurupi e Coronavírus: Ampliação do uso da tecnologia como aliada do aprendizado

por Bruno Fernandes

Com mais de 22 anos em experiência profissional, Secretária de Educação em Gurupi quer informatizar a área e humanizar a gestão no intuito de avançar nos resultados

 

Entrevistamos nesta quinta-feira(21) a nova Secretária de Educação em Gurupi Amanda Costa, ela deixou bem claro que veio para atualizar e melhorar a Educação Municipal sabendo que a mesma precisa de uma atenção especial, pois fora os problemas que a pasta apresenta ainda terá que lhe dar com o Covid-19 e as limitações impostas por ele.

 

É Notícia To – Possuímos a maior rede de educação municipal do Sul do Estado, que atualmente conta com 25 unidades de ensino atendendo 7 mil e 900 alunos, a senhora já tem experiência na função de Superintendente de Educação Básica da Secretaria de Estado da Educação, Juventude e Esportes, a senhora espera usar isso na Educação Municipal?

Amanda Costa – Essa foi apenas uma de minhas experiências em vida e não a considero a maior, acredito que a maior foi o tempo que estive atuando dentro das escolas, onde atuei por mais de 12 anos, da alfabetização, educação de jovens e adultos, ensino médio, coordenação, orientação e todos os cargos dentro de uma escola eu atuei, logo isso me capacita a estar aqui e falar para os professores também, logo foi fantástica atuar na superintendência, pois é uma grande rede, mas foram as minhas experiências na salas de aula que me movimentaram e me fizeram estar aqui hoje.

 

É Notícia To – “Nossa meta é humanizar a gestão, trabalhando dia a dia em parceria com alunos e professores, vivenciando e superando os desafios” afirmou a nova secretária em sua posse. Como a senhora considera o estado que se encontra atualmente a secretaria de Educação e qual importância da sua informatização?

Amanda Costa – É importante dizer que o processo de transição agora já esta bem atualizado e nós temos hoje uma estruturação das escolas bem efetiva, no entanto nossos resultados educacionais ainda estão muito aquém do território de Gurupi, digo isso porque as escolas de outras redes com as mesmas séries e com os mesmos profissionais tem resultados pedagógicos melhores. Com essa humanização pretendemos avançar nesses resultados antes estreitando os laços com a gestão das escolas, professores e alunos para que possamos alcança-los. A partir disso é importante também que avancemos em questões tecnológicas, pois hoje a parte de matriculas ainda é toda na escola, onde o responsável tem que se deslocar e ter todo um trabalho desnecessário para buscar uma vaga na rede de ensino, com a pretensão de tornar isso mais rápido e eficaz, o programa pretende facilitar e que onde o responsável estiver possa solicitar vaga e depois só vai a escola para fazer a confirmação, claro que só poderá ser feito pra 2022, pois esse ano as matriculas já estão em andamento.

 

É Notícia To – O que seria o formato remoto de estudos?

Amanda Costa – O remoto é o não presencial e dentro dele existe o híbrido, onde o aluno pode assistir as aulas parcialmente na escola e em casa. Esse formato não é nenhuma novidade, já que a bastante tempo existe a educação a distância em nosso país. O ensino remoto para a Educação Básica não era permitido pelo Conselho Nacional de Educação e nem para os Estaduais, mas durante a pandemia foi visto de outra forma, pois seria a única forma de não parar totalmente as atividades educacionais. A intenção é que neste primeiro momento continuemos com as atividades não presencias onde o aluno pode utilizar tanto os recursos tecnológicos quanto receber impresso na escola e após as primeiras vacinações já possamos iniciar a parte híbrida, onde fará parte na escola e parte fora.

 

É Notícia To – Quais critérios serão levados em consideração para aprovação do aluno em seu ano letivo, já que sendo desta forma com certeza irá encontrar dificuldades no ensino do mesmo?

Amanda Costa – A aprovação e reprovação sempre foram focos de muita discursão, pois na verdade aprovar ou reprovar o aluno é baseados em critérios e neste momento o critério é a permanência do aluno na escola. Para tentarmos diminuir o máximo que pudermos a evasão escolar e a repetência, pois entendemos que já existe um prejuízo natural com o aluno neste distanciamento físico da escola, o próprio conselho nacional de educação e os conselhos estaduais deliberaram sobre isso onde cada unidade escolar e redes se organizem de forma a levar em consideração tudo aquilo que o aluno faz, logo tudo que ele faz em seu cotidiano é levado em consideração para sua aprovação e as questões de aprovação são muito complexas e que no momento só trabalhamos na perspectiva do aluno não ficar fora da escola pois a pandemia já nos trouxe muitos prejuízos

 

É Notícia To – A Senhora não acredita que os alunos da rede municipal poderão se considerar desmerecidos ou penalizados quando comparados aos da rede estadual ou principalmente particular(onde já existem pretensões de volta as aulas, mesmo que em algumas instituições de forma parcial)?

Amanda Costa – Na verdade não existem penalizações nem de uma rede nem de outra, porque são características muito específicas. A educação infantil particular pode hoje encaminhar para o conselho municipal de educação uma solicitação de retorno as atividades presencias, mas ainda não esta liberado e o comitê ira se reunir no final do mês pra saber se será possível ou não. A rede de ensino municipal é regida pelo conselho e o conselho é regido pelo comitê do Covid, só iremos retornar quando o comitê do Covid disser que nós temos segurança pra isso. As redes particulares não podem retornar porque elas também obedecem ao decreto estadual do comitê do Covid e as unidades que ofertam o Ensino Médio podem retornar desde outubro, mas poucas solicitaram esse retorno. Logo não existem penalizações porque nenhuma rede voltou.

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